Cresci escutando meu pai falar que as pessoas têm capacidade de resolver seus próprios problemas. Sendo este o lema de minha casa achei estranha a escolha de minha irmã mais velha em fazer psicologia, por que as pessoas procurariam alguém para ajudá-las psiquicamente?
Na busca de solucionar meus próprios problemas li inúmeros livros de auto-ajuda, fiz mapas astrais, numerológicos, procurei videntes, cartomantes e, ao término de cada uma destas etapas, a sensação era a mesma: que bom, caso resolvido, assunto encerrado. Com o passar do tempo, no entanto, a previsão da vidente não era acurada, o livro enfrentava as dificuldades da realidade e eu ficava na mesma.
Finalmente me dei por vencido e “apelei” para a ajuda terapêutica. O terapeuta não me dava às respostas, soluções, somente me fazia pensar, pensar... Que saco!!! O caminho não podia ser esse, era demorado, oneroso, chato. Devo admitir que minha persistência e força de vontade ajudaram-me nessa hora. A cada conversa mais questões sobre minhas atitudes eram levantadas e passei a me descobrir, esse foi o ponto.
Consegui descobrir a função do terapeuta: fazer com que eu me conheça melhor. Desta forma passei a aceitar-me e consegui alterar os comportamentos que queria. Quando me perguntam sobre terapia continuo falando que acho caro, demorado, porém vale muito a pena.
